Em uma semana, o número de casos de dengue registrados no Ceará aumentou 61%, segundo o boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Foram confirmados 615 casos da doença em 37 municípios. No boletim anterior, 380 casos haviam sido registrados. A situação mais crítica é em Brejo Santo, na região do Cariri, a 508 quilômetros da Capital, onde há uma epidemia, com 245 ocorrências confirmadas este ano, seguida por Reriutaba (82), Fortaleza (67) e Varjota (38).

O número de casos de Dengue Hemorrágica que estão sendo investigados pela Sesa também aumentou esta semana, de quatro para dez. Uma das ocorrências que está em análise é a de Pacajus, onde um homem morreu com suspeitas da doença. Os outros registros são em Fortaleza (4), Brejo Santo, Quixelô, Maranguape, Sobral, Santa Quitéria, com um caso cada.

Conforme o coordenador de Políticas Públicas da Sesa, Manoel Dias da Fonseca, o aumento da doença deve-se ao início da quadra chuvosa. "A epidemia de dengue em Brejo Santo e Reriutaba também levou esse número lá para cima. Mas é certo que, quando começa o 'inverno', eclode os casos de dengue. Os ovos do mosquito sobrevivem por muito tempo no ambiente. Quando chove, acumula água limpa e eles começam a proliferar. Esse aumento é sempre preocupante, pois no Ceará temos Dengue do tipo 1, 2 e 3, e isso é sempre um alerta para a Dengue Hemorrágica", afirma.

Sobre os casos registrados em Brejo Santo, Fonseca afirma que uma equipe da Sesa foi à cidade ajudar no controle da epidemia. Além de coletar amostras de sangue, a Sesa enviou duas máquinas costais e um carro fumacê para espalhar veneno pela cidade.

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