Uma prova de que a união faz a força. Famílias da comunidade de Mocotó ampliam fábrica de redes de dormir

Várzea Alegre. Localizada na área rural desse município, a comunidade de Mocotó é um exemplo de que o associativismo pode transformar a vida das pessoas. Com trabalho, organização, credibilidade e espírito comunitário a Associação de Mocotó, fundada há 18 anos, produz redes de dormir que são vendidas no Estado. A atividade garante geração de emprego e renda para 43 famílias do lugar.

Recentemente, a Associação de Mocotó foi beneficiada com a reforma e ampliação da Fábrica de Redes de Dormir São Pedro. A obra teve investimento de R$ 49 mil, oriundos do Projeto São José, viabilizado pelo governo do Estado. Parte dos recursos foram aplicados na aquisição de sete máquinas de costura tipo industrial e matéria-prima para confecção de 100 unidades.

Salário mínimo

A produção média mensal da fábrica de redes é de 120 unidades. Isso garante uma renda que varia entre um e dois salários mínimos para cada uma das 43 famílias que participam diretamente do projeto produtivo comunitário.

A Associação Comunitária de Mocotó nasceu no fim dos anos de 1980, sob a liderança das irmãs, portadoras de deficiência física, Francisca Miguel de Oliveira (Rosinha) e Francisca Reinaldo de Oliveira (Ceilda). A comunidade, em 18 anos de existência da Associação, se transformou e cresceu.

As novas instalações da unidade foram inauguradas pelo governador Cid Gomes, por ocasião da visita do projeto “Governo do Estado em Minha Cidade”. Gomes fez referência ao novo modelo de gestão do Projeto São José que prioriza as ações produtivas e incentiva as comunidades a procurarem alternativas de renda.

O prefeito de Várzea Alegre, José Hélder, falou sobre a importância do associativismo para o crescimento das comunidades rurais e destacou o exemplo do projeto produtivo de Mocotó. A presidente da Associação, Ceilda Oliveira, agradeceu o apoio do governo e destacou que os frutos obtidos pelos moradores são resultados de esforço e dedicação na conquista de um mercado competitivo, mas com oferta de produto de qualidade.

Inicialmente, o caminho escolhido pela associação foi fortalecer a economia da comunidade que não tinha fornecimento de água e energia elétrica. Naquela época, quando o movimento associativista ganhou força no Ceará, muitos grupos priorizaram os projetos de infra-estrutura, deixando em segundo plano, a geração de renda para as famílias.

A comunidade de Mocotó, em 1988, recebeu, da então Secretaria de Planejamento do Estado, recursos para a implantação de uma fábrica de redes de dormir e máquinas manuais. Em pouco tempo, o produto ganhou mercado regional, como novos consumidores.

Implemento agrícola

Já organizada e com experiência de gerenciamento de projetos, em 1998 foi contemplada com a eletrificação da comunidade, mas os agricultores também não ficaram fora das conquistas da Associação. Em 2000, o governo liberou recursos do Projeto São José, para aquisição de um trator com implementos agrícolas.

Fortalecida e não havendo êxodo rural, a comunidade entrou com o projeto de abastecimento de água, que foi liberado em 2004. “Hoje temos infra-estrutura, trabalho e renda”, observou Ceilda Oliveira. “Esperamos continuar crescendo”, afirma, confiante na potencialidade da comunidade.

 

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