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Brésil Ceara Fortaleza

Dengue : fique alerta aos outros sintomas

Thiago Cafardo da Redação do Povo

 

Outros sintomas menos conhecidos devem servir de alerta para a detecção da dengue, principalmente em crianças e bebês recém-nascidos. Dores abdominais intensas, pressão baixa, dificuldade de respiração, tontura e desmaios são alguns sintomas

Febre alta, dores de cabeça e no corpo e muito cansaço. Os principais sintomas da dengue já são conhecidos, mas não são os únicos que merecem atenção quando existe a suspeita da doença. Muito pelo contrário: alguns sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde, indicam a possibilidade de quadros graves da doença (hemorrágica). O sinal de alerta deve ser acionado quando aparecem, após o período de febre, as dores no fígado e no baço, vômitos hemorrágicos, tonturas ao levantar (hipotensão postural) e dificuldade para respirar, entre outros (ver quadro). Em alguns casos, as extremidades das mãos e dos pés ficam frias e azuladas e a temperatura do corpo cai subitamente.

Mas a atenção deve ser ainda maior quando alguns sintomas aparecem em crianças e bebês recém-nascidos. Como identificar a dengue no início não é uma tarefa fácil, o Ministério da Saúde alerta que os pais devem estar atentos quando perceberem que a criança apresenta dores abdominais intensas e continuadas, sonolência, pressão baixa, dificuldade de respiração, suor excessivo ou aumento anormal do volume do fígado delas. "Nos casos mais graves as dores abdominais são mais intensas. A criança infectada também fica muito abatida, pálida. São sinais que devem chamar a atenção dos pais", afirma o pediatra e infectologista Robério Dias Leite, professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com o Ministério da Saúde, outros sinais que podem aparecer nas crianças são a taquicardia (mesmo em repouso), desmaios ou a oxigenação insuficiente do sangue, que acaba deixando a pele azulada. Na presença de qualquer um desses sintomas, a criança deve ser internada imediatamente para realizar a hidratação. "Os bebês requerem ainda mais atenção, pois eles expressam menos os sintomas", diz o médico Robério Leite, citando que a detecção precoce é ainda mais importante no caso dos bebês. "A imunidade deles é menor do que nas crianças maiores, o que pode agravar a situação", explica. Nos menores de dois anos de idade, os sintomas podem se manifestar pelo choro persistente e fraqueza muscular.

Boletim

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) deve divulgar hoje o boletim semanal sobre o número de casos de dengue confirmados em 2008. Até a sexta-feira passada, 19, haviam sido relatados 9.388 casos da doença. A semana passada, porém, foi considerada uma das mais críticas do ano, pois foram incorporados às estatísticas mais 2.147 novos casos. Os dados da Sesa também apontam que foram confirmados casos de dengue em 142 municípios. Até o momento, foram quatro mortes, sendo duas por dengue hemorrágica e outras duas por complicações de saúde decorrentes da dengue.

Serviço

Saiba mais sobre a dengue em www.saude.gov.br

 

COMO A DENGUE AGE NO ORGANISMO

O QUE OCORRE APÓS A PICADA

- O Aedes aegypti tem menos de um centímetro. É a fêmea quem pica o homem e transmite o vírus da doença. O macho se alimenta apenas do nectar das flores. Após a picada, o vírus circula pela corrente sangüínea e se instala no tecido que envolve os vasos sangüíneos. O local inflama, porque o vírus começa a se multiplicar, espalhando-se por todo o corpo. Por conta da inflamação, o fluxo de sangue circula mais lentamente.

- Há uma redução das plaquetas (agentes que agem na coagulação) no sangue, que fica mais espesso, favorecendo a formação de trombos (nódulos). Por isso, há riscos de entupimento e a circulação fica ainda mais lenta. A oxigenação dos órgãos é comprometida, porque a circulação de sangue é reduzida. Com menos sangue, os glóbulos vermelhos - responsáveis por levar oxigênio aos tecidos do corpo - também diminuem sua atividade.

- O vírus permanece incubado entre 4 e 7 dias (em média), período em que começam a aparecer os sintomas iniciais - febre, dores de cabeça e no corpo, entre outros. Após o período de febre, deve-se ter atenção ao aparecimento de outros sintomas (vômitos hemorrágicos, dores no fígado e baço, diminuição da temperatura do corpo, dificuldade de respiração, entre outros) que podem indicar a possibilidade de um quadro grave.

ASPECTOS CLÍNICOS

- Embora na maioria das vezes as pessoas infectadas não apresentem quaisquer manifestações clínicas ou apresentem um quadro clínico autolimitado, em uma parcela da população a infecção pode provocar uma enfermidade grave, por vezes fatal - dengue hemorrágica/síndrome de choque do dengue (FHD/SCD).

INFECÇÃO E DOENÇA

- A infecção pelos vírus da dengue pode ser assintomática ou sintomática. Após ser picado pelo mosquito, o período de incubação costuma ser de quatro a sete dias, embora possa variar de dois até 15 dias (menos comum). Ou seja: em caso de viagem, a pessoa pode ser picada no Rio de Janeiro, por exemplo, e desenvolver os sintomas apenas quando já estiver retornado ao Ceará.

INFECÇÕES ASSINTOMÁTICAS

- O percentual de infecções assintomáticas está relacionado a fatores ambientais, individuais do vetor e do próprio vírus. Pode variar de 29% a 56% dos casos, dependendo do local.

NO CORPO HUMANO

Sintomas iniciais:

- Febre geralmente alta (39º a 40º), de início abrupto;

- Dores de cabeça;

- Moleza no corpo, sensação de cansaço, desânimo;

- Dores musculares;

- Dores nas juntas;

- Dor atrás dos olhos;

- Vermelhidão no corpo;

Nas crianças:

- Geralmente se inicia com febre alta, acompanhada de:

- Apatia, sonolência;

- Recusa de alimentação;

- Vômitos;

- Diarréia;

- Faringite;

- Rinite;

- Tosse branda;

IMPORTANTE: Nos bebês até 2 anos, as dores podem se manifestar por choro intermitente, irritabilidade da pele, apatia e recusa de líquidos, que pode agravar a desidratação

OUTROS SINTOMAS - INDICAM A POSSIBILIDADE DE UM QUADRO GRAVE

- Dores abdominais fortes e contínuas;

- Vômitos persistentes e hemorrágicos;

- Tonturas ao levantar (hipotensão postural);

- Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 m Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5);

- Fígado e baço dolorosos;

- Presença de sangue nas fezes;

- Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;

- Pulso rápido e fino;

- Agitação e/ou letargia;

- Diminuição do volume urinário;

- Diminuição súbita da temperatura do corpo;

- Dificuldade de respiração

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