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Brésil Ceara Fortaleza

Média de chuvas é a maior desde 2001

Ricardo Moura da Redação O Povo

A média de chuvas na quadra invernosa deste ano é de 639,9 mm. O número é 14,6% que a média histórica

As fortes chuvas deste ano provocaram enchentes, causaram danos a milhares de pessoas e causaram muita preocupação aos órgãos públicos. Não é para menos. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a média de chuvas no Ceará entre 1º de fevereiro e 23 de abril (639,6 milímetros) já é 14,6% maior que a média normal do Estado nesse mesmo intervalo de tempo (558,2 mm). As chuvas de 2008 superam todas as médias registradas pela instituição, no mesmo período, desde 2001. Em 2003, até então o ano mais chuvoso, a média chegou a 601,9 mm.

O gerente do Departamento de Meteorologia da Funceme, Alexandre Costa, afirma que 2008 pode registrar a "chuva do milênio", por causa da ocorrência simultânea de dois fenômenos pouco freqüentes. Enquanto o Oceano Pacífico enfrenta a passagem da La NiÀa, que torna parte de suas águas mais frias, o Oceano Atlântico vive duas situações bastantes opostas em suas extremidades: frio acima da média no norte e calor acima da média no sul.

Alexandre Costa informa ainda que a configuração no Pacífico podia ser prevista desde outubro do ano passado. As condições climáticas do Atlântico só se definiram, contudo, no início de fevereiro. "No Ceará, as chuvas começam quando a Zona de Convergência Intertropical desloca-se para o sul. Isso ocorre depois do verão no hemisfério sul (entre os meses de fevereiro e maio). Esses dois fenômenos juntos fazem com que esse deslocamento seja mais intenso", explica. O pesquisador ressalta, no entanto, que ainda é muito cedo para se estabelecer qualquer relação entre os dois fenômenos e o aquecimento global.

Das oito regiões do Ceará monitoradas pela Funceme, apenas duas não tiveram registro de chuvas acima da média normal: o Litoral de Fortaleza e o Maciço de Baturité. As precipitações foram mais intensas na Zona Sul do Estado. Na região do Cariri, a precipitação ocorrida de fevereiro a abril está bem acima de sua média histórica: 810,9 mm contra 548,5 mm.

Em janeiro deste ano, a Funceme já previa, com 40% de possibilidade, uma estação com chuvas acima da média histórica, ainda que distribuídas irregularmente. No XII Encontro de Profetas Populares da Chuva, realizado em Quixadá naquele mesmo mês, a previsão foi de que a quadra chuvosa seria favorável no Ceará este ano, com chuvas mais intensas entre os meses de março e abril. Embora os anos terminados em "8" não sejam considerados "bons" pelos profetas, 2008 teria um comportamento atípico, segundo eles.

Saiba Mais

LA NIÑA

O fenômeno La Nina, ou episódio frio do Oceano Pacífico, é o resfriamento anormal das oáguas superficiais no Oceano Pacífico. As águas mais frias estendem-se por uma estreita faixa, com largura de cerca de 10º de latitude ao longo do equador, desde a costa peruana, até aproximadamente 180º de longitude no Pacífico Central. De modo geral, pode-se dizer que La Nina é o oposto do El Nino, todavia os efeitos não são exatamente os opostos. Assim como o El Nino, La Nina também pode variar em intensidade. Outros nomes como episódio frio, El Viejo ou anti-El Nino também foram usados para se referir a este resfriamento, mas o termo La Nina ganhou mais popularidade.

Em geral, o episódio começa a se desenvolver em meados de um ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano e dissipa-se em meados do ano seguinte, durando de 10 a 15 meses. Assim como o El Nino, também não tem um ciclo bem definido, podendo ocorrer um episódio num intervalo entre 2 e 7 anos.

ZONA DE CONVERGÊNCIA INTERTROPICAL

Área onde os ventos alísios provenientes dos Hemisférios Norte e Sul convergem. Geralmente, localiza-se na região compreendida pelos paralelos de 10 graus, ao Norte e ao Sul do Equador. É uma extensa área de baixa pressão atmosférica onde, tanto o efeito Coriolis, como o gradiente de pressão atmosférica em baixos níveis são desprezíveis, permitindo ocasionalmente a formação de distúrbios tropicais. Sua posição média varia de acordo com a área de maior incidência de radiação solar. Sendo assim, durante o inverno no Hemisfério Sul, a ZCIT se move em direção ao norte sobre o sul do Atlântico Norte e sul da Ásia.

Fonte: Funceme e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

 

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