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Brésil Ceara Fortaleza

Ceará lidera em número de tremores de terra no País

Hoje, a área mais freqüente em tremores no Brasil é o Norte do Ceará. Desde janeiro deste ano, os sismógrafos detectaram 750 abalos no Estado. Ainda assim, apesar de o ocorrido em São Paulo terça-feira, o fenômeno é tido como incomum no País

Sustos como os que tomaram os moradores de quatro estados brasileiros com o tremor de terra na noite de terça-feira (20) são freqüentes no Ceará. Desde o início do ano, já foram 750 abalos sísmicos, só em três cidades do Estado, segundo informou o G1 (portal de notícias da Globo). Todos os tremores do País são monitorados. E eles não são poucos. O Brasil está no meio de uma das placas tectônicas que dividem o planeta: a sul-americana, que começa no meio do Oceano Atlântico e vai até a cordilheira dos Andes.

Atualmente, a área com maior freqüência de tremores no Brasil é o Norte do Ceará. Desde 28 de janeiro deste ano, os sismógrafos, aparelhos que registram os abalos, já detectaram 750 movimentos em uma região onde estão três cidades: Sobral, Alcântaras e Meruoca. Em fevereiro, muitos moradores chegaram a passar mal e poucos escaparam dos prejuízos. Fortaleza registrou um tremor forte em 1980, quando a maior parte da população já tinha adormecido.

Ainda assim, no Brasil, os tremores são considerados incomuns, porque o País está no centro da placa sul-americana. A maior parte do território está longe dessas bordas repletas de instabilidade. Entretanto, existem pequenas falhas geológicas que também se movimentam em busca de uma acomodação natural. Uma dessas fissuras, a cerca de 200 quilômetros do litoral de São Paulo, mexeu-se na ultima terça-feira, provocando o abalo que assustou parte do país.

As ondas viajaram por baixo da Terra, a 10 quilômetros da superfície. Moradores de quatro estados sentiram o tremor: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. A região Nordeste, que fica mais próxima à borda de uma das placas, está mais vulnerável. Em 10 anos, de 1986 a 1996, aconteceram mais de 60 mil pequenos abalos no Rio Grande do Norte.

O terremoto no Sul do Brasil na terça-feira mediu 5,2 graus da escala Richter. O Brasil está vivendo o que se chama de um surto sísmico, resultado do acúmulo de energia durante milhões de anos. Por isso, os especialistas defendem a instalação de uma rede de detecção de terremotos mais moderna no País.

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