A qualidade da educação brasileira muitas vezes deixa excluída do mundo das letras e interpretações até mesmo quem está no banco da escola. Mas a esperança de ver essa realidade transformada persiste nos pais de estudantes. Segundo a pesquisa  "Os pais e a qualidade da Educação Pública", divulgada este mês, mais de 64% deles têm a expectativa de verem seus filhos concluindo um curso de graduação.

A pesquisa pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, com apoio da Fundação Victor Civita, entrevistou 840 pais de alunos da rede pública de São Paulo, entre julho e outubro de 2007, para aferir as percepções, críticas e recomendações de pais com filhos matriculados nos ensinos Fundamental e Médio. Para os organizadores do projeto ele deve "estimular o debate e a busca de soluções para compreender e envolver os pais nos esforços de melhoria da rede pública".

Entre os entrevistados, 90% era de mulheres e 83% eram as mães das crianças. Eles possuíam em média sete anos de escolaridade e apenas 25% tinham concluído o ensino médio. Para os entrevistados, atributos mais importantes para uma boa escola são: professores saberem ensinar, 31,6%; ter um diretor exigente, 18,3%, e, numa demonstração sempre presente de preocupação com a violência, a presença de policiamento, 15,2%.

Já um bom professor, na visão deles, deve explicar de forma que todos entendam, 30,8%, tratar o aluno com respeito e passar muito exercício de casa. A preocupação com notas se faz evidente quando eles apontam que o principal acompanhamento escolar que fazem é do boletim dos filhos.

A qualidade do ensino público na escola do filho recebeu apenas uma nota, média, de 6,6. E para que a educação melhore, segundo os pais, o governo deve priorizar que os alunos saibam ler e escrever bem, que se reduza a violência e a indisciplina na escola. A atividades extracurriculares como cursos de computação e inglês também são vistos como necessárias.

De acordo com a pesquisa, para mais de 33% dos pais, a qualidade da merenda escolar de qualidade que os filhos recebem é insatisfatória. Assim como a quantidade de atividades oferecidas aos estudantes fora do horário de aula.

Fonte : www.adital.com

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