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Brésil Ceara Fortaleza

Japão e Ceará vão reforçar relações

Carlos Eugênio

Reforçar os elos econômicos é forma de aproveitar riquezas, oportunidades e necessidades mútuas

Com traços culturais, costumes e língua muito diferentes, mas com laços de amizade e relações bilaterais já bastante arraigadas, o Ceará, o Brasil e o Japão buscam agora, reforçar os elos econômicos e comerciais, como forma de melhor aproveitar as riquezas, oportunidades e necessidades mútuas, entre os dois países.

Palestrante da solenidade de comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, realizada na noite de ontem, na Fiec, o economista e professor, Paulo Yokota, disse que os dois países têm muito a trocar entre si, sob o ponto de vista comercial e tecnológico. Tanto quanto insumos e matérias primas naturais, explica Yokota, o Japão necessita hoje, de energia e gás e de produtos naturais.

´Os japoneses já perceberam que o Brasil pode ser grande parceiro na área tecnológica, sobretudo na prospecção de petróleo e gás em águas profundas´, citou o economista, na solenidade promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Instituto Cultural Nipo-Brasileiro do Ceará. ´Hoje os dois países têm interesses muito fortes para um acordo geopolítico´, justificou.

Segundo Yokota, os nipônicos estão muito interessados na tecnologia aérea brasileira, desenvolvida pela Embraer; em softwares da áreas médica e bancária; além da criatividade aplicada na moda, na música e, claro, no futebol brasileiro.

Ceará

No Ceará, onde aportaram no começo da década de 1960, instalando-se e iniciando o cultivo do melão japonês, no município de Guaiúba, os nipônicos nutrem interesse por frutas sem pesticidas, por produtos orgânicos e sucos naturais. ´Uma manga custa até US$ 350,00 no Japão, mas tem que estar embalada e ter a qualidade que o japonês exige´, detalhou Yokota.

Conforme disse, o artesanato, a confecção e a moda cearenses, se melhores trabalhados e manufaturados com fibras naturais e com design adequado ao perfil japonês, também se constituem em produtos de potencial atração para o povo asiático. ´Tudo isso, no entanto, precisa de um maior controle de qualidade´, sentenciou o economista.

O presidente da Fiec, Roberto Macedo, reconhece que o interesse do Japão pela indústria, pela agricultura e até mesmo pelo turismo no Ceará ainda é pequeno e que esses setores ainda precisam avançar mais. ´Japonês e americano adoram jogar golf. Nós temos sol o ano inteiro, mas ainda não temos sequer um campo de golf, para atrair o turista japonês´, lamentou o presidente da Fiec.

Importação x exportação

Dados do Centro Internacional de Negócios (CIN), confirmam que as relações econômicas entre o Ceará e o Japão ainda são pequenas, apesar de crescentes. De janeiro a abril de 2008, as exportações cearenses para o Japão praticamente dobraram, em comparação com igual período de 1999, saltando de US$ 3,3 milhões para US$ 6,1 milhões.

 

Em 2007, o estado vendeu US$ 10,1 milhões para o mercado japonês e importou US$ 9,7 milhões. De janeiro a abril deste ano, o produto cearense mais exportado foi a cera vegetal (US$ 3,9 milhões), e os mais importados foram máquinas e aparelhos de impressão, somando US$ 3,1 milhões.

Carlos Eugênio - Repórter
15/05/08 Diario do Nordeste

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