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Banco do Nordeste levará microcrédito à Rocinha: dá dinheiro

vermeljo.org.br

O programa de microcrédito do Banco do Nordeste (BNB), o CrediAmigo, vai adentrar uma das maiores favelas do Brasil, a Rocinha, no Rio. A expectativa da instituição é que até novembro sejam oferecidos recursos à comunidade que reúne quase 60 mil habitantes, com uma renda média de R$ 451 cada. A Rocinha, local sugerido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, servirá de plataforma de experiência para o Banco do Nordeste levar o microcrédito para todo o país.


Hoje, as operações do CrediAmigo estão restritas ao Nordeste brasileiro. No ano passado, foram emprestados R$ 794,6 milhões a 766,5 mil moradores da região. Só com os números atuais, a instituição já é responsável por 65% do microcrédito produtivo - aquele que financia microempreendedores - do Brasil. A expansão, porém, prevê alcançar 1 milhão de pessoas até 2011, ante os 334 mil clientes ativos que existem hoje.

 

E por que o Banco do Nordeste vai ao Sudeste? Um dos motivos, segundo Roberto Smith, presidente da instituição, é ajudar na disseminação do microcrédito pelo país.

Outra razão - mais intrínseca aos bancos - é o retorno que a atividade vem trazendo. "Vamos ampliar a concessão de microcrédito porque a operação está dando dinheiro", diz. Calcula-se que cada cliente gere um lucro de R$ 50 por ano. No ano passado, isso foi equivalente a cerca de R$ 40 milhões para um resultado líquido de R$ 219,7 milhões do banco todo. Além disso, muitos dos clientes do microcrédito que migram para a formalidade permanecem usando os serviços do BNB.

 

Apesar de sua principal missão ser promover o desenvolvimento da região Nordeste, o BNB não está impedido de atuar em outras áreas. A única restrição é que ele só pode usar os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) dentro dos nove Estados nordestinos e no norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Em 2007, o FNE representou 85,1% do dinheiro com o qual o banco trabalhou, ou seja, R$ 4,2 bilhões.

 

Para a ampliação do CrediAmigo, Roberto Smith afirma que o banco vai contar com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e também do BNDES.

A entrada no Rio se dará por meio de uma parceria com a VivaCred, uma instituição sem fins lucrativos que já atua com microcrédito na cidade desde 1997 e é ligada ao Viva Rio, organização não-governamental ligada a questões de cidadania. Ambas as instituições já assinaram um protocolo de entendimentos para que a VivaCred, atualmente com 3 mil clientes, passe a adotar a metodologia do Banco do Nordeste. Com mais recursos, a expectativa é que em três anos se chegue a 40 mil clientes no Rio. Além da Rocinha, serão atendidos o centro da cidade, o bairro da Glória, a favela de Rio das Pedras e outros municípios fluminenses, como Macaé.

 

O projeto do Banco do Nordeste é sempre se associar a alguma organização social sem fins lucrativos para ampliar o raio de atuação. Foi assim que o programa começou há dez anos no próprio Nordeste, onde o BNB se uniu à entidade Nordeste Cidadania.

 

"O segredo é buscar gente que já conheça as comunidades e que, de preferência, já tenha alguma experiência com microcrédito", explica Stélio Gama Lyra Jr, superintendente de microfinanças do BNB. O banco, entretanto, não espera grandes diferenças entre as operações do Nordeste e do Rio. "No Brasil inteiro, o setor informal é muito parecido."

 

A expectativa é, por exemplo, que a taxa de inadimplência se mantenha em no máximo 1%, o que é um dos segredos da lucratividade da operação. Uma variação que poderá ocorrer é no valor médio tomado, que hoje está em R$ 800.

 

O sucesso da operação de microcrédito do Banco do Nordeste tem atraído mais instituições ao negócio. O Real, do ABN Amro, e a mexicana Finsol, por exemplo, trabalham com esse tipo de operação no Brasil.

 

Fonte: Valor Online

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=41569

 

 

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