Guardas municipais e professores da rede municipal de ensino fizeram manifestação ontem em frente à sede da Prefeitura de Fortaleza. As duas categorias realizaram assembléias para decidir sobre o início de uma greve, mas ambas votaram contra a paralisação após se reunirem com representantes da administração municipal. De acordo com uma das diretoras do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), Auxiliadora Silva Bezerra, a categoria optou por não paralisar imediatamente as atividades, mas manter o estado de greve enquanto aguarda a retomada do processo de negociação com a Prefeitura.

A decisão dos professores foi tomada após diretores do Sindiute terem repassado para a categoria o resultado de uma reunião realizada ontem, no início da tarde, com Durval Carvalho, um dos assessores sindicais da administração. De acordo com a secretária geral do Sindiute, Irlene Araújo, durante o encontro, o assessor teria afirmado que a Prefeitura iria enviar à Câmara Municipal uma emenda à Lei municipal 9.069/2005, que trata da incorporação dos aditivos salariais dos professores, dando um prazo extra para que os professores que não puderam incorporar os aditivos, porque não tinha o tempo necessário, possam completar este tempo para serem beneficiados pela legislação.

Além disso, segundo a secretária geral, o assessor afirmou ainda que a administração municipal se compromete a realizar eleições diretas para a escolha de diretores de escolas até o final do atual ano letivo, que se encerra em fevereiro de 2007 e que seriam retomas às discussões sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Categoria.

Apesar de não optarem pela decretação da greve, os professores decidiram que não irão repor as aulas perdidas na última greve, realizada entre maio e junho deste ano, até que a Prefeitura apresente uma proposta concreta de Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Categoria, envie a emenda à Câmara Municipal e pague os anuênios (gratificações) referentes ao exercício de 2005.

Já os guardas municipais só definiram o seu posicionamento por volta das 20 horas, após uma reunião entre os representantes do movimento, o Diretor Geral da Guarda, Arimá Rocha e o assessor de Governo, Wladimir Catanho, que durou mais de duas horas. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), Nascélia Silva, a categoria preferiu manter o estado de greve até a próxima sexta-feira quando será realizada uma reunião com a prefeita, onde será apresentado um impacto financeiro sobre a implantação do Plano da guarda.

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