PREVENÇÃO
Rio reforçará segurança para festas do Réveillon
Dez favelas cariocas vão ser ocupadas por policiais militares e civis entre amanhã e segunda-feira, para evitar confrontos entre criminosos. O esquema será estendido às praias onde haverá as comemorações. Será pedida a prisão preventiva de três suspeitos de queimar ônibus

 

29/12/2006 02:07

Em meio a uma onda de ataques que provocou 18 mortes desde a madrugada de ontem no Rio de Janeiro e Região Metropolitana, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) estadual divulgou um esquema especial de policiamento para tentar garantir a segurança no feriado prolongado de Réveillon.

Serão 20.734 policiais (14.234 militares e 6.500 civis) nas ruas para o reforçar a segurança. Dez favelas cariocas vão ser ocupadas por policiais militares e civis entre amanhã e segunda-feira, com o objetivo de evitar possíveis confrontos entre criminosos.

A orla marítima do Rio será policiada por 185 viaturas, 28 motocicletas e nove veículos especiais de praia. Já nas praias do Leme, Ipanema, Leblon e Copacabana, onde acontecerá a queima de fogos na virada do Ano-Novo, foram instaladas 32 torres de observação onde policiais militares terão visão ampla das imediações para tentar evitar ocorrências.

A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos, da Polícia Civil, terá reforço de 50% de pessoal para fiscalizar os locais onde ocorrerão as queimas de fogos, inclusive nas balsas da praia de Copacabana. Na virada do Réveillon o Esquadrão Antibomba fará fiscalização preventiva em Copacabana, Leme, Ipanema, Leblon, Flamengo, Barra da Tijuca e Recreio para apreender material pirotécnico desautorizado.

O delegado Eduardo Freitas, da 22ª Delegacia de Polícia (Penha), pediu a prisão temporária de três suspeitos de terem participado do ataque a dois ônibus na madrugada de ontem, na avenida Brasil. Os suspeitos foram identificados como Cléber e Graziel, moradores da favela Cidade Alta, em Cordovil, e Ézio, morador de Piabetá.

O delegado lembrou que os suspeitos podem ter apresentado nomes falsos. "As histórias apresentadas por eles são inverossímeis", afirmou o delegado. Segundo o ele, um grupo de traficantes, entre os quais uma mulher, que ficou queimada, atacou o ônibus-leito da Viação Itapemirim (Cachoeiro de Itapemirim-São Paulo) e um coletivo urbano.

Pelo menos 28 pessoas estavam no ônibus de viagem. Sete morreram carbonizadas e 12 ficaram feridas. No outro veículo havia apenas dois passageiros, que conseguiram escapar. A Itapemirim divulgou uma nota informando que o ônibus número 6011 partiu às 17 horas de quarta-feira de Cachoeiro do Itapemirim (ES) com 28 passageiros em direção a São Paulo. A empresa acrescentou que não há confirmação oficial do número de vítimas, já que alguns passageiros fugiram do local e ainda estão sendo localizados.

A PM informou ainda que dois homens foram mortos por volta de 0h30 quando tentaram atacar uma cabine da corporação. Os policiais de plantão reagiram e houve troca de tiros. Um dos dois mortos foi identificado como Luiz Cláudio Veras, de 22 anos. Com eles foram apreendidas uma granada M-9, uma pistola com três munições intactas e uma motocicleta roubada. A Secretaria de Segurança do Rio recomendou a todas as delegacias de polícia que permaneçam em alerta máximo para evitar atentados. (das agências de notícias)

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