Etnias indígenas participam de prêmio
22 nov. 2006
Representantes dos povos indígenas cearenses participaram ontem de oficinas na aldeia Pitaguary de
Monguba, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, para definir as inscrições no Prêmio Culturas Indígenas criado pelo Ministério da Cultura
Até o próximo mês, 80 iniciativas das diversas comunidades indígenas de todo o País serão selecionadas para o Prêmio Culturas Indígenas Edição Ângelo Cretã criado, em abril deste ano, pelo
Ministério da Cultura. A idéia de fortalecer as expressões culturas das etnias é do grupo de trabalho para as culturas indígenas, formado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural
em 2005. Para dar explicações sobre como aderir ao Prêmio, representantes das tribos cearenses participaram, durante todo o dia de ontem, de oficinas, na localidade de Monguba, em Pacatuba, na
Região Metropolitana de Fortaleza.
"Entre os participantes estão representantes das etnias Pitaguary, Tapeba, Tremembé, Genipapo-Kanidé, Tabajara, Potiguara e Kanindé. Vamos definir como será a inscrição no prêmio que é muito
importante para divulgarmos nossos costumes", disse a coordenadora da Escola Indígena Diferenciada Ita-Ara, dos pitaguaris de Maracanaú. Ontem à tarde, ela fez parte das oficinas em Monguba onde
vive uma comunidade dos Pitaguary.
As inscrições para o Prêmio Culturas Indígenas, patrocinado pela Petrobras, através da Lei Rouanet, começaram no último dia 20 de setembro e prosseguem até o próximo sábado, 18, através dos
Correios e da Internet. Vão ser escolhidas as melhores iniciativas ou ações de fortalecimento cultural desenvolvidas nos últimos cinco anos ou que estejam sendo realizadas há, no mínimo, um ano.
"Serão premiadas as comunidades que trabalham para que suas tradições fiquem mais fortes e sejam repassadas aos mais jovens", diz Mauricio Fonseca, coordenador do prêmio.
Cada um dos selecionados, divulgados através de edital público, receberá R$ 15 mil. E todos vão fazer parte de um catálogo com informações sobre suas iniciativas, um banco de dados com os
endereços das comunidades indígenas espalhadas pelo País e um mapeamento da produção cultural indígena brasileira. "As oficinas são importantes porque as comunidades vão ficar informadas sobre
como vão preparar o material de suas aldeias. Cada etnia tem suas próprias manifestações", diz Alessandra da Silva, também da Aldeia Pitaguary e da Coordenação dos Povos e Organizações Indígenas
do Ceará (Copice).
Estão presentes no encontro, em Monguba, cerca de 60 indígenas, além de representantes de Organizações Não Governamentais que trabalham com as tribos, da Fundação Nacional do Índio (Funai),
Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Associação Missão Tremembé e Associação para o Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco). O prêmio é também uma iniciativa da Associação Guarani Tenondé
Porã, organização indígena de São Paulo. Em todo o País, segundo o Instituto Sócio-Ambiental, existem cerca de 370 mil índios que estão divididos em 220 povos. Eles falam mais de 180 línguas
diferentes.
Rita Célia Faheina da Redação
SERVIÇO
Mais informações sobre o Prêmio Culturas Indígenas pelos telefones: Escritório de Comunicação e Artes -(11) 3865 8680 e Coordenação dos Povos e Organizações Indígenas do Ceará (Copice)- (85)3481
7009.