Desde o início desta semana, a avenida Beira Mar está recebendo nova sinalização na pista. As obras devem terminar no próximo dia 14, mas a ausência de faixas têm incomodado muitos usuários da via. A demora para conseguir atravessar a avenida é a principal queixa dos moradores e trabalhadores da área. A Beira Mar começou a receber a nova camada de asfalto no último dia 16 de novembro, mas a obra terminou há aproximadamente 10 dias e somente na segunda, 4, as faixas começaram a ser pintadas.

 

Grávida de seis meses, a gerente Renata Mendes Melo enfrenta problemas para atravessar a pista. Além de perder tempo, ela relata que é perigoso. "Tenho que correr com uma criança nos braços porque os motoristas não param. E ainda fica mais difícil porque estou grávida". A ambulante Rita Santos, 51, demorou cerca de 30 minutos para chegar ao outro lado da avenida. Ela, que anda sempre empurrando seu carrinho de comidas, fica com medo. "Sem sinalização, os carros passam em alta velocidade. Com a faixa, alguns até respeitavam e paravam para a gente passar".

 

O analista de sistemas Celso Such veio de Brasília para passar as férias em Fortaleza. Ele acredita que as faixas são extremamente necessárias para o bom convívio entre motoristas e pedestres na avenida. "Essas obras são importantes, pois a via estava sem sinalização. Mas é preciso ser feita também uma conscientização entre os motoristas, pois quando tem fluxo intenso de carros, é impossível conseguir atravessar a pista".

 

De acordo com Tarcísio Chaves, diretor da usina de asfaltos da Secretaria Municipal de Infra-estrutura e Controle Urbano (Seinf), para pintar as faixas na pista é necessário esperar cerca de 12 dias após o capeamento (nova camada de asfalto) da avenida. "O solvente do asfalto dissolve a pintura. Se pintamos sem esperar o tempo necessário, não adianta, pois teremos que pintar novamente". Ele afirma que o capeamento da Beira Mar foi realizado visando a alta estação. "Demos uma parada nas obras da avenida Antônio Sales, que já tinham começado, para melhorar logo a Beira Mar, pois tínhamos um prazo a cumprir". Tarcísio explica ainda que a escolha das avenidas a serem capeadas é feita conforme a vida útil do asfalto.

 

Além do problema da ausência de sinalização por causa do capeamento da avenida, muitos usuários ainda solicitam outras mudanças na via, como melhorias na segurança e a ampliação do calçadão. A fisioterapeuta Tereza Holanda, que caminha todos os dias no calçadão, ressalta que ainda há muito o que melhorar e sente como se a avenida estivesse abandonada. "Têm muitos bancos quebrados, muito lixo e um acúmulo enorme de indigentes, que até dormem aqui. Outro problema é o piso, que está muito sujo".

 

Segundo Ronivaldo Maia, presidente da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), foram feitas ações de limpeza corriqueiras ao longo do ano. No próximo dia 15, será feita a lavagem do calçadão. "É exatamente para combinar com o término das obras de sinalização". A lavagem será realizada da avenida Rui Barbosa até a Feira do Peixe.

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