DESRESPEITO
Estátua de Bárbara de Alencar é vitima de vandalismo
A estátua da heroína Bárbara de Alencar "sofre" com vândalos. Mas o monumento não é o único da cidade à ser vítima deste tipo de ação. Estátuas em homenagem à Patativa do Assaré e Rachel de Queiroz já tiveram partes furtadas

 

14/12/2006 02:47

A estátua em memória da heroína Bárbara de Alencar ganhou um adereço inusitado. Fixada em um pedestal na praça Medianeira, na avenida Heráclito Graça, no Centro, o monumento construído de cimento e ferro agora conta com uma garrafa pet de refrigerante. Para alguns, a "brincadeira" pode ser encarada como mais um exemplo da famosa molecagem do povo cearense. Já para outros, o ato pode ser classificado como um ação de vandalismo contra marcos históricos da cidade.

Essa segunda versão ganha força a medida em que os visitantes da praça testemunham que a placa que deveria conter a identificação da personagem homenageada foi furtada. A ausência da mesma acaba contribuindo para que a avó do escritor José de Alencar, que em 1817 foi presa em Fortaleza por participar da Confederação do Equador (um dos movimentos pela independência do Brasil), seja uma anônima para as pessoas que transitam pelo local.

Maria Luísa Magalhães, esposa de um vendedor de bombons que trabalha a 20 anos na praça, disse desconhecer a história da heroína. "Eu só sei que a estátua é da Bárbara de Alencar, porque escuto o povo falar, mas não sei o que ela fez", afirmou. O desconhecimento do taxista Wilson Pereira foi mais além. "Eu não sei quem é. Não tinha nem prestado atenção (na estátua)".

Mas Bárbara de Alencar não é a única a sofrer com a ação de vândalos. A estátua de bronze em homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, que fica nas proximidades do Centro Cultural Dragão do Mar, já chegou a ter os óculos furtados. Hoje, com eles parafusados na cabeça, é vigiada por seguranças. Além da ação dos vândalos, a estátua do poeta é alvo de situações curiosas.

Mesmo possuindo placa de identificação, Patativa às vezes já foi confundido com outro personagem da história cearense. "Tem gente que pensa que é Padre Cícero. Aí, passa, pega no chapéu dele e depois se benze", afirmou Dulce Vieira, que vende cordel em uma banca instalada próxima ao local.

Outra estátua que teve os óculos furtados foi a da escritora Rachel de Queiroz, na Praça General Tibúrcio. Inaugurada em dezembro do ano passado, ela já foi recuperada. Mas o pior caso de vandalismo sofrido por monumentos construídos em homenagens aos personagens de nossa história foi o furto da estátua de Capistrano de Abreu, ocorrido em abril de 2003, durante o feriado da Semana Santa.

A estátua, de aproximadamente 150 quilos de bronze e 1,90 metro de altura, havia sido levada em um "carrinho de geladeira" para um galpão abandonado, onde acabou sendo mutilada e em seguida vendida para um receptador. Parte do monumento foi localizado pela polícia no dia 25 do mesmo mês, em um prédio na avenida Imperador.

A estátua da heroína Bárbara de Alencar "sofre" com vândalos. Mas o monumento não é o único da cidade à ser vítima deste tipo de ação. Estátuas em homenagem à Patativa do Assaré e Rachel de Queiroz já tiveram partes furtadas

 

14/12/2006 02:47

A estátua em memória da heroína Bárbara de Alencar ganhou um adereço inusitado. Fixada em um pedestal na praça Medianeira, na avenida Heráclito Graça, no Centro, o monumento construído de cimento e ferro agora conta com uma garrafa pet de refrigerante. Para alguns, a "brincadeira" pode ser encarada como mais um exemplo da famosa molecagem do povo cearense. Já para outros, o ato pode ser classificado como um ação de vandalismo contra marcos históricos da cidade.

Essa segunda versão ganha força a medida em que os visitantes da praça testemunham que a placa que deveria conter a identificação da personagem homenageada foi furtada. A ausência da mesma acaba contribuindo para que a avó do escritor José de Alencar, que em 1817 foi presa em Fortaleza por participar da Confederação do Equador (um dos movimentos pela independência do Brasil), seja uma anônima para as pessoas que transitam pelo local.

Maria Luísa Magalhães, esposa de um vendedor de bombons que trabalha a 20 anos na praça, disse desconhecer a história da heroína. "Eu só sei que a estátua é da Bárbara de Alencar, porque escuto o povo falar, mas não sei o que ela fez", afirmou. O desconhecimento do taxista Wilson Pereira foi mais além. "Eu não sei quem é. Não tinha nem prestado atenção (na estátua)".

Mas Bárbara de Alencar não é a única a sofrer com a ação de vândalos. A estátua de bronze em homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, que fica nas proximidades do Centro Cultural Dragão do Mar, já chegou a ter os óculos furtados. Hoje, com eles parafusados na cabeça, é vigiada por seguranças. Além da ação dos vândalos, a estátua do poeta é alvo de situações curiosas.

Mesmo possuindo placa de identificação, Patativa às vezes já foi confundido com outro personagem da história cearense. "Tem gente que pensa que é Padre Cícero. Aí, passa, pega no chapéu dele e depois se benze", afirmou Dulce Vieira, que vende cordel em uma banca instalada próxima ao local.

Outra estátua que teve os óculos furtados foi a da escritora Rachel de Queiroz, na Praça General Tibúrcio. Inaugurada em dezembro do ano passado, ela já foi recuperada. Mas o pior caso de vandalismo sofrido por monumentos construídos em homenagens aos personagens de nossa história foi o furto da estátua de Capistrano de Abreu, ocorrido em abril de 2003, durante o feriado da Semana Santa.

A estátua, de aproximadamente 150 quilos de bronze e 1,90 metro de altura, havia sido levada em um "carrinho de geladeira" para um galpão abandonado, onde acabou sendo mutilada e em seguida vendida para um receptador. Parte do monumento foi localizado pela polícia no dia 25 do mesmo mês, em um prédio na avenida Imperador.

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