Crateus : des indiens revendiquent le droit à une terre
16 déc. 2006
CRATEÚS
Índios reivindicam área de terra para morar
Os índios kariris da região de Crateús, município a 401 quilômetros de Fortaleza, estão reivindicando uma área de terra para morar. Eles solicitaram uma reunião,
ocorrida ontem, com representantes da União e estudiosos da terra indígena, para tratar do assunto. De acordo com Rosimary de Araújo, presidente da Associação Indígena Kariri, a área em questão é
a Terra Santa Rosa, no distrito de Monte Nebo, em Crateús. "Em torno de 37 famílias haviam ocupado a área em novembro do ano passado, mas não conseguiram passar um mês. Ficaram sendo ameaçados
por posseiros", destaca Rosimary. A terra pertenceria, historicamente, à etnia Tabajara. "Mas nós índios resolvemos nos unir para nos fortalecer", completa.
O deputado federal João Alfredo (Psol/CE), diz que vai solicitar amanhã, 13, uma posição oficial da comissão de direitos humanos da Câmara Federal sobre o assunto, e encaminhar estudos que
viabilizem o resgate histórico dos povos. Até lá, o procurador de Sobral, Ricardo Magalhães, ficará encarregado de entrar em contato com o grupo indígena. "Mas fica difícil você dizer para os
atuais proprietários que eles só terão direito à indenização das benfeitorias", comenta.
O caso, ao que tudo indica, está distante de ter um solução. O Procurador da República, Luiz de Freitas Júnior, que estava representando a Fundação Nacional do Índio (Funai), diz que, atualmente,
são catalogadas 18 pedidos de terras indígenas no Estado. Desse total, 10, ainda dependem da criação de grupos de trabalho, constituídos para identificar a área de terra. "A área dos kariris não
está catalogada. Além disso, atualmente, a Funai conta somente com nove funcionários, o que dificulta as ações", aponta.
Maria Amélia, que trabalha com o estudo dos povos indígenas do Ceará e também participou da reunião, explica que é difícil para os kariris ter a posse da área de Monte Nebo. "Eles têm de reclamar
a região em que estão localizados atualmente, não esta ou outras em que viveram há muitos anos", diz Maria Amélia. "O problema é que a gente está tendo que pagar aluguel e sem poder viver de
acordo com nossas tradições", lamenta a presidente da Associação Indígena Kariri, Rosimary Araújo.
Os índios kariris da região de Crateús, município a 401 quilômetros de Fortaleza, estão reivindicando uma área de terra para morar. Eles solicitaram uma reunião, ocorrida ontem, com
representantes da União e estudiosos da terra indígena, para tratar do assunto. De acordo com Rosimary de Araújo, presidente da Associação Indígena Kariri, a área em questão é a Terra Santa Rosa,
no distrito de Monte Nebo, em Crateús. "Em torno de 37 famílias haviam ocupado a área em novembro do ano passado, mas não conseguiram passar um mês. Ficaram sendo ameaçados por posseiros",
destaca Rosimary. A terra pertenceria, historicamente, à etnia Tabajara. "Mas nós índios resolvemos nos unir para nos fortalecer", completa.
O deputado federal João Alfredo (Psol/CE), diz que vai solicitar amanhã, 13, uma posição oficial da comissão de direitos humanos da Câmara Federal sobre o assunto, e encaminhar estudos que
viabilizem o resgate histórico dos povos. Até lá, o procurador de Sobral, Ricardo Magalhães, ficará encarregado de entrar em contato com o grupo indígena. "Mas fica difícil você dizer para os
atuais proprietários que eles só terão direito à indenização das benfeitorias", comenta.
O caso, ao que tudo indica, está distante de ter um solução. O Procurador da República, Luiz de Freitas Júnior, que estava representando a Fundação Nacional do Índio (Funai), diz que, atualmente,
são catalogadas 18 pedidos de terras indígenas no Estado. Desse total, 10, ainda dependem da criação de grupos de trabalho, constituídos para identificar a área de terra. "A área dos kariris não
está catalogada. Além disso, atualmente, a Funai conta somente com nove funcionários, o que dificulta as ações", aponta.
Maria Amélia, que trabalha com o estudo dos povos indígenas do Ceará e também participou da reunião, explica que é difícil para os kariris ter a posse da área de Monte Nebo. "Eles têm de reclamar
a região em que estão localizados atualmente, não esta ou outras em que viveram há muitos anos", diz Maria Amélia. "O problema é que a gente está tendo que pagar aluguel e sem poder viver de
acordo com nossas tradições", lamenta a presidente da Associação Indígena Kariri, Rosimary Araújo.