Controle por satélite
22 nov. 2006No Ceará, em 100% da área monitorada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, através do satélite NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) da Nasa (National Aeronautics and Space Administration), foram detectados, na primeira semana do mês, 20 focos de calor. A maior parte na região do Cariri e alguns focos no Centro Sul e no Sertão Central.
Além do monitoramento feito pelo Prevfogo, do Ibama, Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as queimadas estão sendo observadas, via satélite, pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O órgão também se utiliza de satélites norte-americanos da série NOAA, além do satélite SeaStar da NASA.
A partir das imagens fornecidas pelos satélites, a equipe da Funceme não só faz a previsão do tempo e do clima do Estado do Ceará e região Nordeste, mas realiza o monitoramento das condições ambientais que influenciam o clima da região e determinam os fatores como, por exemplo, a temperatura da superfície do mar, o índice de vegetação de determinada área e os focos de queimadas.
"As análises sobre os focos de calor, por satélite, estão sendo feitas. Podemos fazer o levantamento desses dados, mas ainda não foi concluído um estudo", explica o físico Raul Fritz Teixeira, da equipe da Funceme. Mas ele acredita que até o fim deste ano, esse estudo será terminado.
Na maioria das regiões cearenses, os agricultores queimam os terrenos sem a preocupação de delimitar a área. É comum encontrar focos de fogo às margens das BRs, mesmo nos horários em que o Ibama desaconselha. "Os horários permitidos são antes das 9 horas e depois das 15 horas", informa o chefe da Unidade do órgão no Cariri, Eraldo Oliveira e acrescenta: "é preciso verificar a velocidade dos ventos para não correr risco do fogo ficar fora de controle".
Serviço
Mais informações: (85)3101.1126 ou no site: www.funceme.br