L'hymne du Ceara
09 sept. 2006Terra do sol, do amor, terra da luz !
Soa o clarim que a tua glória conta !
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz !
- Nome que brilha - esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!
Mudem-se em flor as pedras dos caminhos !
Chuvas de pratas rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada ao vê-las,
Ressoe a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos
Seja o teu verbo a voz do coração,
- Verbo de paz e amor do Sul ao Norte !
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia !
Tua jangada afoita enfune o pano !
Vento feliz conduza a vela ousada
Que importa que teu barco seja um nada,
Na vastidão do oceano
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros ?
Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas !
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em messes, nos estios
E bosques, pelas águas !
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem do solo em rumorosas festas !
Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares !
E desfraldando diga aos céus e aos mares
A vitória imortal !
Que foi de sangue, em guerras leais e francas
E foi na paz, da cor das hóstias brancas !
Letra: Thomaz Lopes. Música: Alberto Nepomuceno