Terra do sol, do amor, terra da luz !

 

Soa o clarim que a tua glória conta !

 

Terra, o teu nome a fama aos céus remonta

 

Em clarão que seduz !

 

- Nome que brilha - esplêndido luzeiro

 

Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

 

 

 

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos !

 

Chuvas de pratas rolem das estrelas...

 

E despertando, deslumbrada ao vê-las,

 

Ressoe a voz dos ninhos...

 

Há de florar nas rosas e nos cravos

 

Rubros o sangue ardente dos escravos

 

 

 

Seja o teu verbo a voz do coração,

 

- Verbo de paz e amor do Sul ao Norte !

 

Ruja teu peito em luta contra a morte,

 

Acordando a amplidão

 

Peito que deu alívio a quem sofria

 

E foi o sol iluminando o dia !

 

 

 

Tua jangada afoita enfune o pano !

 

Vento feliz conduza a vela ousada

 

Que importa que teu barco seja um nada,

 

Na vastidão do oceano

 

Se à proa vão heróis e marinheiros

 

E vão no peito corações guerreiros ?

 

 

 

Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas !

 

Porque esse chão que embebe a água dos rios

 

Há de florar em messes, nos estios

 

E bosques, pelas águas !

 

Selvas e rios, serras e florestas

 

Brotem do solo em rumorosas festas !

 

 

 

Abra-se ao vento o teu pendão natal

 

Sobre as revoltas águas dos teus mares !

 

E desfraldando diga aos céus e aos mares

 

A vitória imortal !

 

Que foi de sangue, em guerras leais e francas

 

E foi na paz, da cor das hóstias brancas !

 

 

 

Letra: Thomaz Lopes. Música: Alberto Nepomuceno

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