Junto à sombra dos muros do forte

 

A pequena semente nasceu

 

Em redor, para a glória do Norte,

 

A cidade sorrindo cresceu

 

No esplendor da manhã cristalina,

 

Tens as bênções dos céus que são teus

 

E das ondas que o sol ilumina

 

As jangadas te dizem adeus.

 

 

 

Estribilho:

 

Fortaleza! Fortaleza!

 

Irmã do Sol e do mar,

 

Fortaleza! Fortaleza!

 

Sempre havemos de te amar

 

Estribilho...

 

O emplumado e virente coqueiro

 

Da alva luz do mar colhe a flor

 

A Iracema lembrando o guerreiro,

 

De sua alma de virgem senhor

 

Canta o mar nas areias ardentes

 

Dos teus bravos eternas canções :

 

Jangadeiros, cablocos valentes,

 

Dos escravos partindo os grilhões.

 

 

 

Estribilho...

 

 

 

Ao calor do teu sol ofuscante,

 

Os meninos se tornam viris,

 

A velhice se mostra pujante,

 

As mulheres formosas, gentis.

 

Nesta terra de luz e de vida

 

De estiagem por vezes hostil,

 

Pela Mãe de Jesus protegida,

 

Fortaleza és a Flor do Brasil.

 

 

 

Estribilho...

 

 

 

Onde quer que teus filhos estejam,

 

Na nobreza ou ri

 

 

 

Hino: de autoria de Gustavo Barroso (letra) e Antonio Gondim (música) de 16 de novembro de 1957, durante a comemoração do centenário do romance "O Guarani", de José de Alencar.

 

 

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